ANA LÚCIA
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O QUE TODO PROFESSOR PRECISA SABER
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O que é cidadania?
Cidadania é a qualidade ou estado de cidadão, que tanto
pode ser o habitante de uma cidade como o indivíduo no exercício dos seus
direitos civis e políticos. Ou pode ser, ainda, a pessoa no desempenho de seus
deveres para com o Estado. As definições estão no dicionário Aurélio, mas são
muito simplificadas diante de todo o debate que existe hoje em torno do que é
ser cidadão e o que é cidadania. Isso porque cidadania não é uma situação pronta e acabada. É a conquista
e a defesa constantes de direitos humanos, civis e políticos. Mas, para isso, é
preciso que cada um esteja consciente de quais são os seus deveres - uma coisa
não existe sem a outra.
Ser cidadão é
participar
As opiniões variam sobre o assunto, mas há
consenso num ponto: cidadania é hoje sinônimo de participação, de vida ativa em
sociedade.
Ser cidadão, portanto, é participar. É deixar a indiferença de
lado e ir à luta. Foi o que aconteceu no Brasil, a partir da década de
1980.
Os brasileiros começaram a se interessar mais pela sorte dos seus
semelhantes e a dar sua contribuição para a melhoria do bem-estar coletivo. Não
só como indivíduo, mas também como grupo organizado.
É nesse momento que
o voluntariado e as ONGs
(Organizações Não Governamentais) ganham fôlego, no país.
Quer um
exemplo? A Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, criada em
1993, pelo sociólogo Herbert de Souza (Betinho), que mobilizou 30 milhões de
cidadãos brasileiros (dados do Ibope) no combate à fome de 32 milhões de
excluídos (1993, IPEA).
Nos anos 90, a ação de cidadãos conscientes teve
como resultado a ampliação dos direitos dos brasileiros, por meio de leis como o
Estatuto da Criança e do
Adolescente (Lei 8.069, de 13 de julho de 1990) e o Código de Defesa do
Consumidor (Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990).
Mas só a
criação de leis não basta. Exemplo: embora exista no país uma Secretaria
Nacional de Direitos Humanos e um Plano Nacional de Direitos Humanos (criado em
1996), a Anistia Internacional está sempre apontando crimes dessa natureza
ocorridos no país.
Nesse caso, cabe aos cidadãos cuidar para que os
direitos das pessoas sejam respeitados e lutar para que as leis sejam
cumpridas.
Cidadania surge na
Grécia/De súdito a cidadão
Cidadania não é um conceito novo, apesar de toda a movimentação e dos debates recentes sobre seu significado e sobre a condição de cidadão. Segundo o Almanaque Abril 98 (Editora Abril), o conceito surge na Grécia, no século V a.C., e cresce no final da Idade Média.
É no final do período
medieval que o capitalismo dá seus primeiros passos e a burguesia ganha fôlego.
Os laços feudais (regime de semi-escravidão) vão se desatando e os habitantes
dos burgos vão se tornando pessoas livres.
A idéia de cidadania continua
a se estender, ao longo da História, passando do indivíduo ao conjunto de
habitantes de uma nação.
O conceito é ampliado à medida que novos
direitos vão sendo incorporados. Com o liberalismo e o iluminismo, na Europa do
século XVII, é formulada a teoria dos direitos naturais e da liberdade
individual do homem.
No século XVIII é que os invidíduos passam à
condição de cidadãos, pois até então eram tratados como súditos pelos governos
absolutistas.
Direitos
do Homem
A
Declaração de Independência dos Estados Unidos da América do Norte e a
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Revolução Francesa, são dois
eventos fundamentais para o fortalecimento do conceito de cidadania.
As
lutas políticas e sociais dos séculos XIX e XX vêm ampliar e consolidar as
conquistas da cidadania. Exemplos: o voto feminino e o direito de
sindicalização.
Em 10 de dezembro de 1948, a Organização das Nações
Unidas (ONU) adota a Declaração
Universal dos Direitos do Homem . A lei estabelece, em linhas
gerais, os princípios da igualdade, da liberdade e da fraternidade. E, antes de
qualquer coisa, o direito à vida.
No Brasil, ao longo da última década,
várias iniciativas vieram fortalecer o conceito de cidadania, a partir da Constituição
de 1988.
Documentos
básicos do cidadão
Certidão de
nascimento
Carteira de identidade
(RG)
Título de
eleitor
Carteira de
trabalho
Cartão de identificação
do contribuinte (CIC)
Carteira de
reservista
Carteira de
motorista
Passaporte
Direitos do cidadão/Leis
Toda e qualquer
pessoa tem direitos. Não importa o sexo, a idade, o país de origem, a cidade
onde mora, a cor da pele, a profissão, a religião, o nível social, a opinião
política. Esses direitos começam com as necessidades fundamentais do ser
humano.
Em primeiro lugar, está o direito à vida. E, para viver
dignamente, o ser humano precisa de uma casa, alimentação, saúde, educação,
trabalho, liberdade, segurança e lazer. Embora na prática isso nem sempre
aconteça.
Por isso é importante que todo cidadão conheça seus direitos,
para poder se proteger contra as injustiças e a violência.

Leis básicas que todo cidadão deve
conhecer:
Declaração Universal dos Direitos do
Homem
Constituição Brasileira
Estatuto da Criança e do
Adolescente
Código de Defesa do
Consumidor
Código de Trânsito
Lei Eleitoral
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“Um cidadão é mais do que um habitante de um país”.
Um cidadão é um ser sabedor das realidades de seu país.
E da necessidade de modifica-las, quando necessário,
utilizando a única arma que funciona
na defesa da cidadania: a
consciência".
(Ana Luísa Peluso)
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Professores, eduquem os "HOMENS" hoje...
para que não seja necessário puni-los amanhã!!!
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