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Quando
uma
nuvem nômade destila
gotas,
roçando a crista azul da serra,
umas
brincam na relva; outras, tranqüila,
serenamente
entranham-se na terra.
E
a gente fala da gotinha que erra
de
folha em
folha, e trêmula , cintila,
mas
nem se lembra da que o solo encerra,
da
que ficou
no coração da argila!
Quanta
gente, que
zomba do
desgosto
mudo,
da angústia que não molha o rosto
e
que não tomba, em
gotas, pelo chão.
Havia
de chorar, se adivinhasse
que
há lágrimas que
correm pela face
e
outras que rolam pelo coração!
Enviada
sexta-feira,
3 de janeiro de 2003 14:17

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