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Francisco
Leite ( Paraná)
Rompe
o casulo e sai, tonta de liberdade,
Voa
aqui, pousa ali, deslizas no ar dondeja...
Ora
beija uma rosa, ora uma dália beija,
No
desmedido afan de sua insaciedade.
Sabe
que despertou mudada; e tem saudade
Do
sonho que sonhou... E agora o que deseja
É
encontrar uma flor, venenosa que seja,
Que
a embriague de uma vez, que lhe mate a
ansiedade,
E,
em busca dessa flôr, anda errando, e não
para,
A
rodear flôres mil, beijando-lhes o cális,
Tentando
realizar o sonho que sonhára.
E,
assim, doida se vai, através dos caminhos,
A
subir e a descer, por montes e por vales,
Até
se espedaçar na ponta dos espinhos...
      
Enviada
domingo,
27 de julho de 2003 - 18:41h


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